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O que fazer depois da crise

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Resumo do Livro: O QUE FAZER DEPOIS DA CRISE Autor: João Paulo de Almeida Magalhães
Contribuições da Economia do Desenvolvimento Tradicional
A concepção básica da economia do desenvolvimento é que os paradigmas de uso corrente gerados com base na experiência dos países de economia madura, não tem aplicabilidade aos países subdesenvolvidos.
Papel do Estado
A economia desenvolvimentista do mainstream afirma que não existe país subdesenvolvido, mas somente países que ainda não tiveram tempo de se desenvolver, ou que adotaram políticas econômicas equivocadas, bastando, portanto, adotar medidas de mercado que o desenvolvimento chegaria. Ora, a própria Teoria do Desenvolvimento reconheceu a inexistência ou insuficiência dos mecanismos de mercado que resolva o atraso econômico, e defende que o Estado intervenha para resolver o problema do subdesenvolvimento.
Oferta ilimitada de mão de obra
A tese da superabundância de mão de obra em economias subdesenvolvidas está presente na literatura econômica d…

Infraestrutura e Logística no Brasil

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Resumo do texto:
Infraestrutura e Logística no Brasil Autor: Carlos Lessa
A matriz energética brasileira tem peculiar configuração estrutural quando comparada a mundial. Em 2006 o Brasil produziu aproximadamente 226 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP). A economia brasileira consumiu 2% da energia consumida pelo mundo. Seu traço mais marcante é o peso elevado de fontes energéticas renováveis, quando comparado ao resto do mundo, onde o Brasil representa 44,9% da TEP e o mundo somente 10,6%. Principal forte é hidráulica, seguido pela cana-de-açúcar e a lenha. A dimensão inquietante de nossa matriz energética reside no consumo per capita, que é de 1,21 TEP, enquanto a média mundial é de 1,69% TEP e dos países da OCDE é de 4,67% TEP. Programas como o Luz para Todos e o Projeto Ribeirinhos tem papel importante de levar energia elétrica para as populações mais pobres e distantes do país. O desafio para a evolução energética do país, a longo prazo, consiste em ampliar e melhor dis…

Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil: 1930 - 1970

Resumo do texto:

Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil: 1930 – 1970 Autor: Wilson Cano

1. Introdução

O erro de interpretação da questão regional se deve a ver compartimentadamente o problema, que conduz a um debate que leva, em alguns casos, a uma verdadeira “disputa entre estados”.

1.1. Conscientização política e teórica da questão regional

O regionalismo brasileiro faz parte de nossa história política e social, tendo-se manifestado nos movimentos relocionários regionais do século XIX, pelo debate parlamentar desde o Império, e no século XX, pelo agravamento do problema das secas no Nordeste. Entretanto, o tema ganhou destaque na discussão política nacional a partir da década de 1950. A Cepal surge no contexto do final da segunda guerra, estabelecendo a proposta de industrialização dos países subdesenvolvidos como única forma de deter seu empobrecimento frente aos países centrais. A Ciência Regional surge na década de 1950, nos EUA e França para tratar da discussão dos…