Os bancos dizem: viva o ESTADO!!!!!

Cadê os defensores do Estado Mínimo? do Neoliberalismo? das Forças Naturais do Mercado? da não intervenção do Estado na economia? Sumiram todos envergonhados!!!!
Passamos muitos e muitos anos escutando de todos os lados, da televisão, políticos (alguns), estudiosos (também alguns), revistas, etc. que a única saída para a economia poder crescer, atingir sua plenitude produtiva, seria através da adoção do Estado Mínimo, das privatizações. Os exemplos dados vinham sempre da Europa (principalmente Inglaterra) e dos Estados Unidos, apontados como os melhores modelos de mercado pelos quais o Brasil (e o restante do Mundo) deveriam seguir. Como as coisas mudaram!
Neste final de semana parece que todo o mundo esqueçeu tudo que disseram nas duas últimas décadas. Hoje fomos surpreendidos com as notícias de que vários governos da Europa, particularmente Inglaterra, Alemanha, França, e outros estavam ESTATIZANDO os bancos com o objetivo de salvá-los da bancarrota. Passei o dia esperando que alguma voz do passado se levantasse para contrariar essas decisões, advertindo para o perigo do Estado intervir tão diretamente na economia. Mais ainda, criticando duramente a estatização de um setor inteiro. Mas todas essas vozes do passado se calaram. Porque será?!
Na verdade sou contra esse tipo de intervenção. Não pela intervenção, acredito que o Estado deve sim intervir na economia, mas sim por vê-lo premiando aqueles que se beneficiaram anos e anos a fio com manobras financeira lastreados no nada, e agora que a ciranda parou, correm ao Estado, pedindo socorro e TRILHÕES de dólares de ajuda. Mais uma vez a sociedade vai ser chamada para limpar a bagunça deixada pelas elites financeiras internacionais sem ter participado de nada.
Marx hoje deve estar feliz, esteja onde estiver, pois muito daqueles que o criticavam, hoje tiveram que se render a ele. A dialética falou mais alto...

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