Para sair da crise econômica.


Realmente 2009 vai ser um ano "daqueles"! Todo o dia surge alguma notícia de uma grande empresa anunciando a demissão de milhares de trabalhadores. Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), serão, pelo menos, 50 milhões de desempregados até o final do ano em todo o mundo.

São número preocupantes, porque indica que precisa-se fazer algo com muita urgência e eficácia para evitar que milhares de trabalhadores e as empresas entrem numa espiral de quebradeira e aprofundamento ainda maior da economia. Mas o que algumas pessoas sugerem, principalmente no Brasil, beira ao absurdo.

Em situações como esta, o Estado não pode simplesmente agir como uma empresa, ou seja, cortar custos, empregos e outras ações restritivas. Na verdade, como ensinou a mais de 50 anos Lord keynes, cabe o Estado o papel de agente ativo, isto é, agir de forma expansionista para minimizar o máximo possível os efeitos da crise. Em outras palavras, deve aumentar os gastos com investimentos, ampliar a contratação de trabalhadores, elevar, em última instância o gasto público. Objetivo neste memonto deve ser em apliar o emprego e o PIB e deixar de lado momentaneamente a preocupação com a inflação. Muitos comentaristas de plantão dirão que isso é um absurdo, mas essas mesmas pessoas deveriam ler um pouco mais os clássicos da economia, em particular Keynes neste momento.

Se queremos salvar o capitalismo de mais uma crise (criada pelo setor financeiro, diga-se de passagem como em todas as crises), a resposta está lá, na Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Vamos a leitura!!

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