Valeu, Lula: uma homenagem, não um adeus

De Luis Soares, em Pragmatismo Politico



Amanhã fecha-se um ciclo. É o último dia do governo comandado por uma figura simbólica que estimulou a esperança e avançou em questões historicamente defasadas. O nosso presidente é o inspirador desse movimento revolucionário de pensamentos e atitudes que se inicia no país. Pragmatismo Político é tão observador quanto participante e sente-se na obrigação de celebrar este momento singular.

O fato é que Lula extrapola qualquer espaço específico do universo humanístico. Sendo um fenômeno, adquire o privilégio da imunidade no tocante ao comprometimento do seu nome com toda e qualquer corrente de pensamento fragmentado, incompleto, deturpado e manipulável. Então, por personificar a libertação do povo brasileiro, Lula pode ser referência de estudo em todas as fases da sua vida, ou seja, antes, durante, e depois da sua ascensão ao cargo mais alto do país.

Considero, no entanto, que a força da sua significação histórica começará a aparecer verdadeiramente daqui a dois dias, a partir de 2011, quando Dilma o sucederá no posto de presidente da República. E ele passará a ser, sem sombra de dúvida, um fantasma que pairará em todos os segmentos da política brasileira. As questões em pauta se sustentarão em quando, como e porquê se fará mais ou menos do que Luis Inácio fez.

O índice recorde de aprovação do ex-metalúrgico em todas as classes sociais o credencia como a melhor experiência da nossa história republicana. Ninguém deve mais se envergonhar de tachá-lo como um paradigma, um divisor de águas da história política do Brasil. Desse modo, urge que aquela sentença do falecido escritor e teatrólogo Nelson Rodrigues de que 'toda unanimidade é burra" caia por terra - embora ainda possamos considerar descartáveis os 4% que o rejeitam. 


Quer dizer, quem se habilita a desconstruir ou minimizar a importância de Luis Inácio Lula da Silva para o Brasil? Evidentemente que não é tão fácil elogiá-lo em meio a tanta popularidade, devido a parecer que se está mistificando-o. Mas, queiram ou não seus adversários e inimigos, com base na sociologia, na antropologia, na filosofia, na psicologia, de resto, em quaisquer tipos de estudos da área humanística, o dado concreto, como ele mesmo diz, é que 'nunca antes na história do Brasil, existiu um presidente da República como Lula!'

Abaixo, a extensão da nossa homenagem em imagens e algumas pinceladas:






O corpo teórico e programático do Partido dos Trabalhadores foi inspirado na figura de um metalúrgico, que só começou a se interessar por política graças à insistência do seu irmão de alcunha Frei Chico.



Quando o sonho virou realidade. Quando o torneiro mecânico tornou-se presidente do Brasil















Num país como o nosso, onde o abismo entre ricos e pobres ainda é enorme, o maior capital de um político é possuir identificação com as massas.






A imagem dispensa comentários





























O Lula presidente toda vez que se manifesta publicamente e de improviso, principalmente nos palanques, adota uma linguagem (para alguns premeditada, mas que para ele é natural, intuitiva e empírica) que o aproxima mais ainda das suas origens. E se emociona.
  














 Acolhidos, mas não muito agradecidos. 











Acolhidos e muito bem agradecidos. Lula é tão somente a cara do povo brasileiro.













O choro de uma conquista incalculável. De um novo começo. De um sonho que só os mais otimistas imaginavam materializar.


















O choro da noção de quem ajudou a construir um país melhor e reconhece a sua importância histórica e simbólica. É, também, um choro de 'valeu a pena' e 'obrigado'.


O primeiro presidente oriundo da classe trabalhadora passa o bastão para a primeira mulher presidenta do Brasil


























Obrigado, companheiro.



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