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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Mobilidade tecnológica, você ainda vai ter a sua.

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Desde quando a informática entrou na minha vida, algumas questões sempre apareceram muito claras pra mim: a usabilidade. Ou seja, não basta ser o mais usado, ou o mais bonito, ou o mais seguro e etc., o equipamento têm que funcionar de forma que eu nem perceba que ele existe. Mais ou menos como nos relacionamos com nosso corpo. Só sentimos realmente que temos uma parte dele quando existe algum problema!

Como todo mundo da minha idade (passando dos 35) o primeiro contato com informática foi no windows 95. O tempo passa... Mas tínhamos que pagar nossos pecados.

De lá pra cá muita coisa mudou e hoje a palavra de ordem é: mobilidade! Tornar as coisas de tão fácil uso, a qualquer momento e lugar virou o novo mantra do mundo tecnológico. Não que o desktop irá sumir de nossas vidas, principalmente no Brasil onde grande parcela da população está tendo acesso ao seu tão sonhado PC agora, mas o presente já nos sinaliza que no futuro próximo, esse fenômeno tende a se ampliar numa proporção geom…

O jornalismo murdochiano da Veja

Publicado originalmente no site Carta Capital


Às vezes, num olhar rápido, penso que se desaprendeu de fazer jornalismo, especialmente quando olho para a revista Veja. Podíamos fazer uma extensa lista de matérias cheias de condicionais, de especulações, de mentiras, invencionices, muito distantes dos fatos. Matérias pautadas previamente para ser confirmadas, nada para ser verdadeiramente apurado. Mas, esse olhar rápido engana-se. Não se pode dizer que o que Veja faz seja jornalismo. Pelo menos aquele que a boa tradição manda – fidelidade aos fatos, apuração séria dos acontecimentos, cuidado com a diversidade das fontes, não noticiar nada que não esteja devidamente cercado, confirmado.

Aprendi tudo isso na escola, dei aulas dizendo isso, pratiquei sempre isso no jornalismo diário como repórter, pauteiro, editor, chefe de reportagem. Leio Mino Carta, que repete sempre a importância dos fatos como base do jornalismo minimamente honesto. Penso em Cláudio Abramo, a ética do marceneiro. Que …